
O objetivo do projeto é atender à Resolução Conjunta ANA/ANEEL nº 127/2022, que estabelece diretrizes para o monitoramento hidrológico de reservatórios hidrelétricos, incluindo a atualização das relações cota-área-volume, o acompanhamento do processo de assoreamento e a implantação de estações e réguas para monitoramento.

Para isso, estão sendo mapeadas as áreas seca e alagada de toda a abrangência do reservatório, incluindo um buffer de 100m de distância da cota 74 m (Máxima Maximorum). Como o reservatório possui milhares de ilhas, a área total mapeada chega a 6.742km².
Em função do regime hidrológico da bacia hidrográfica e gestão do reservatório, o voo iniciou em novembro/25 e tem conclusão prevista para fevereiro/26, período com o nível d’água mínimo, porém com condições atmosféricas desfavoráveis. Diante disso, o voo está sendo executado a um teto de 700 m, limite da aeronave, obtendo imagens com resoluções de até 5 cm.
Ainda que exista a dificuldade meteorológica, a condição do nível do reservatório permite mapear grande parte da área inundada em período de cheia, pois nas cotas mínimas o perfilamento laser obtém a altimetria da área exposta na seca, locais normalmente de difícil navegação para realização da batimetria de forma precisa.

O plano de voo contempla 375 faixas de voo, com 49.000 fotos e 250 horas de aerolevantamento.
Atualmente, o avanço do voo está em 84% e, à medida que o reservatório atinja o nível 70 metros, serão iniciados os levantamentos batimétricos, utilizando ecobatímetros multifeixe para o canal principal e monofeixe para os braços (afluentes secundários). Desta forma, haverá uma superposição de dados por diferentes tecnologias, o que permite o melhor controle de qualidade e refinamento dos resultados.
A meta é, até metade do ano de 2026, conhecer, com altíssima precisão, a capacidade de armazenamento do reservatório, o que gera mais segurança energética para o país.
“Além do uso dos dados para atendimento da referida resolução 127/2022,os produtos cartográficos permitirão fazer uma gestão patrimonial, fundiária eambiental de todo o entorno, pois a Axia Energia passa a contar com ortofotos,base cartográfica, MDT e MDS de altíssima resolução de todo o complexo,incluindo o espelho d’água e todas as ilhas”, afirma o Engo.Givanildo Silva, diretor técnico da Topocart.

